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Simão Dias
12 de dezembro de 2019

Eleições 2020: PSD terá coragem de enfrentar Marival e Valadares em Simão Dias?

A política sempre é feita usando a razão e não a paixão, como muitos acreditam que a mesma é fomentada.

Com raízes fincadas no agrupamento liderado pelo ex-senador Valadares (PSB), o ex-defensor público, Belivaldo Chagas (PSD), rompeu em 2014 com o socialista após a sua repentina mudança de posição política e se consagrou governador de Sergipe no ano passado amparado pelo slogan ‘Chegou pra Resolver’.

Em Simão Dias, por ser parceiro da sua gestão, o prefeito Marival Santana (PSC) ‘liberou’ aliados para cravar o voto no ‘galeguinho’ e assim, sem grupo, Belivaldo faturou a eleição no município nos dois turnos para o cargo de mandatário do estado sergipano.

Entretanto, para 2020, aliados do governador estão alvoroçados e mantém esperanças de contar com apoio do gestor cristão na corrida pela Prefeitura de Simão Dias, na condição do mesmo indicar um nome para o cargo de vice.

Por outro lado, Marival é dono de dois mandatos em Simão Dias (termina em 2020) repletos de realizações em todos os setores e possuidor de uma popularidade jamais vista em solo simãodiense. Deve apoiar um nome do seu grupo para o cargo de prefeito, com o objetivo de manter a sua política viva, bem como o de preservar a revolução administrativa proporcionada por ele durante a sua estadia na prefeitura do município.

Sem o apoio de Marival Santana, teria coragem o governador de enfrentar o agrupamento do prefeito mais bem avaliado da história de Simão Dias, assim como o agrupamento tradicional da família Valadares?

É público e notório que Belivaldo conta com um grupo bastante reduzido no município, com nomes inexpressivos para uma disputa majoritária de cabeça de chapa.

Além disso a inevitável polarização entre Valadares e Marival fragilizaria ainda mais o bloco do PSD, podendo ocasionar numa acachapante derrota nas urnas em uma disputa envolvendo PSD, PSC e PSB. Outro reflexo negativo também se estenderia para a disputa por vagas no poder legislativo, inclusive com a possibilidade de redução drástica no número de representantes do PSD na Casa de Leis.

Por fim, uma terceira colocação em sua terra natal no atual momento em que passa o governador e o seu governo não seria nada positiva para quem deseja voos mais altos na política sergipana.

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